| Itália Roma
É o menor Estado soberano do mundo, ocupa menos de meio quilômetro
quadrado e possui menos de 900 habitantes (questionado sobre quantas
pessoas trabalham no Vaticano, um antigo papa respondeu 'cerca de metade
delas, penso eu'). Ainda assim, os habitantes deste pedaço minúsculo
de terra no coração de Roma, no local em que se acredita que São
Pedro tenha sido martirizado, tenham poder político e influência que
se estendem além das paredes imponentes da cidade que os cercam.
O recente João Paulo II, que nunca falhou em suas visões muito
claras sobre assuntos sociais, econômicos e éticos, era certamente um
exemplo de como um homem poderia influenciar corações, mentes e a
política. Mas ele não foi o primeiro, e com certeza não será o
último, a guiar tomadores de decisões – ao redor do globo e, em
particular, na sua própria porta, na Itália – na direção que
deseja.
A Cidade-Estado do Vaticano foi estabelecida pelos Pactos de Laterano,
assinados em fevereiro de 1929 por Benito Mussolini em nome do rei
italiano e pelo emissário papal, Cardeal Pietro Gasparri. Por meio
século antes disso, o papa se autodeclarava ‘prisioneiro’ no
palácio do outro lado do Tibre, para onde havia se retirado, ofendido
quando tropas do recém-formado Reino da Itália marcharam sobre Roma.
O então influente governante dos Estados Papais – uma faixa de
território na Itália Central – recusou reconhecer a Itália unida e
proibiu os católicos de participar da política italiana, como
eleitores ou candidatos. Com os Pactos Lateranos, a Santa Sé – como
é conhecida a Cidade-Estado do Vaticano – ganhou independência em
troca de reconhecer a soberania italiana sobre os territórios papais.
A Itália reconheceu o Catolicismo como religião estatal, permitiu o
ensino de religião nas escolas públicas e concordou em apoiar
financeiramente a Igreja. O impasse conhecido como ‘questão romana’
estava resolvido, mas uma nova era de coexistência relutante e
vizinhança desconfiada tinha começado.
Há não muito tempo, não havia em Roma muito mais do que seu
passado remoto. Os turistas vinham apenas por isso e ainda enfrentavam
museus em restauro e sítios arqueológicos fechados por greves,
enquanto os moradores tentavam levar a vida contornando ruínas, a
burocracia e o pesadelo do trânsito. Que diferença fez uma década.
Roma está mais acessível, habitável, mais bem organizada _ e mantém
ainda o esplendor de seu passado clássico.
Ideais republicanos, poder imperial e intriga papal são termos
comuns no passado de Roma. Os gêmeos Rômulo e Remo foram frutos do
estupro de Réia Silvia, uma princesa italiana, por Marte, deus da
guerra. Abandonados ainda meninos e levados para a área pantanosa aos
pés do Palatino, os gêmeos foram amamentados por uma loba até serem
encontrados por um pastor. Rômulo tornou-se líder de sua tribo, entrou
em disputa com o irmão e o matou. E, em 21 de abril de 753 a.C., fundou
a cidade de Roma. Devido à falta de mulheres em sua comunidade,
seqüestrou uma mulher da tribo dos sabinos e começou a erguer um
império que dominaria todo o mundo conhecido. A história sobre a
fundação de Roma pode parecer fantástica, mas é corriqueira. Nesta
metrópole, a linha entre mito e realidade sempre foi tênue. Ainda
hoje, todo 21 de abril, milhares de romanos tomam as ruas da cidade
enquanto fogos de artifício comemoram o aniversário oficial da cidade.
Poucas cidades são tão barulhentas, caóticas, fascinantes,
divertidas (e cansativas) quanto Roma. Portanto, mantenha o seu ritmo.
No centro storico, os locais turísticos são próximos uns aos outros
e, na maior parte, fáceis de se conhecer a pé. Para quem tem energia,
bastam sapatos confortáveis e coragem para atravessar as ruas. Planeje
sua investida cuidadosamente, conheça a cidade de praça em praça; e
reserve bastante tempo para se sentar nos café nas calçadas e absorver
a atmosfera única da cidade. Para os iniciantes, muitos romani passam a
impressão de que o sentido de sua existência é parecer lindos e
gastar muito tempo nos telefoni. Os romanos também são fervorosamente
ligados a sua cidade, uma relação alimentada pela nova
administração. Orgulham-se das medidas para preservar seu patrimonio
storico: muitos dos prédios históricos foram cuidadosamente
restaurados e são iluminados à noite, com efeitos impressionantes;
ruas e praças foram pavimentadas com o tradicional sampietrini (pedras
quadradas de basalto); e fontes barrocas foram limpas. Algumas partes do
centro storico foram adaptadas para receber pedestres, e há ônibus
elétricos e vários quiosques de informações turísticas. Apesar da
inflação do Euro, o custo de vida em Roma ainda é melhor do que em
outras capitais européias. Os hotéis são caros, os meios de
transportes locais são mais baratos e comer fora ainda é um prazer
acessível.
Lugares da Antigüidade
O coração oficial da cidade antiga e a área com maior quantidade
de ruínas fica entre os montes Capitolino, Palatino, Esquilino e
Quirinale. Localizados aqui estão o Coliseu, o Fórum Romano e a área
residencial mais cobiçada da Roma antiga, o Palatino – onde, segundo
dizem os historiadores, os excessos sexuais dos imperadores e políticos
se comparavam somente à paixão com a qual eles se envenenavam e
conspiravam uns contra aos outros. Há também muitos sítios
subterrâneos para uma vista mais intimista e fascinante do mundo antigo
(ver à direita, Palimpsesto).
Igrejas
O centro de Roma tem mais de 400 igrejas. Ao longo dos séculos,
papas, príncipes e aristocratas comissionaram artistas e arquitetos
para construir, reconstruir, decorar, criar afrescos e pinturas em seus
lugares de culto prediletos. Os motivos não eram inteiramente
religiosos, e essa liberdade resultou em algumas das paisagens mais
espetaculares de Roma. Embora só o Vaticano imponha com rigor regras em
relação a roupas (nos museus do Vaticano e da Basílica de São
Pedro), as igrejas devem ser respeitadas, e saias e shorts muito curtos
são mal-vistos. Muitas pedem aos turistas que não visitem durante os
serviços e missas; se sua entrada for permitida, espera-se que não
fotografe, fale alto ou ande ao redor. É sempre útil ter um estoque de
moedas para ver obras de arte mais interessantes.
Museus e Galerias
Os dias de portas fechadas e restauração sem fim estão quase
terminando. Os horários de funcionamento estão mais longos, o que é
animador, apesar de ainda serem submetidos a mudanças periódicas que
podem mudar de última hora.
Arco di Constantino
Piazza del Colosseo. Metrô Colosseo/ônibus 60, 75, 81, 85, 87, 117,
175, 673, 810, 850/vagão 3.
Ao lado do Coliseu ergue-se o Arco de Constantino, um dos últimos
grandes monumentos romanos, edificado em 315 d.C., um pouco antes de o
imperador Constantino abandonar a cidade e partir para Bizâncio (hoje
Istambul, na Turquia). Construído para comemorar a Batalha da Ponte
Milvia , o Arco de Constantino é um dos arcos do triunfo mais
bem-preservados de Roma. Suas estátuas e magníficos altos relevos
foram retirados de monumentos de épocas anteriores; os painéis do
arco, do período que Constantino governou Roma – faixas estreitas que
estão em cima dos arcos, por exemplo –, dão uma idéia do declínio
das formas realistas na escultura clássica, conseqüência também da
falta de artesãos e operários hábeis. Na frente do arco, a fundação
redonda entranhada no solo faz parte dos restos de uma antiga fonte
chamada Meta sudans (‘estaca que transpira’). Grande parte deste
implausível objeto fálico poderia ter sobrevivido até hoje, se
Mussolini não o tivesse destruído na década de 1930.
Circo Massimo (Circus Maximus)
Via del Circo Massimo. Metrô Circo Massimo/ônibus 60, 75, 81, 118,
175, 628, 673/vagão 3.
Pouco restou da estrutura original do Circo Massimo, a maior pista de
corridas da Roma antiga , mas fileiras de pinheiros, estrategicamente
plantadas na década de 1930 nas bordas superiores do estádio, deram um
ar de poder e dignidade ao local. Ainda é possível visualizar a pista
embaixo da grama mal-cortada que cresce aqui. Na saída sul, ainda há
vestígios dos tijolos que formavam os assentos originais, apesar da
torre medieval. Escavacoes recentes revelaram um santuário de Mitra do
século 1 a.C. O Circo Massimo era a maior e mais antiga arena de Roma,
e sediou corridas de biga durante o século 4 a.C.; foi reconstruído
por Júlio César para receber cerca de 300 mil pessoas. Participavam
das corridas 12 carruagens puxadas por quatro cavalos cada uma; o
primeiro cocheiro que completasse as sete traiçoeiras voltas ao redor
da spina (no centro da pista) ganhava uma generosa quantia de dinheiro e
a adoração da população. O circo também foi usado como cenário de
representações de batalhas marinhas (a arena era inundada com milhões
de litros de água), das populares lutas com animais selvagens e, às
vezes, de execuções em larga escala. Talvez não seja uma
coincidência, mas o fluxo intenso do tráfego moderno em volta deste
ponto turístico segue a mesma direção que as antigas bigas.
Coliseo (Coliseu)
Piazza del Colosseo (06 700 5469/06 3996 7700). Metrô Colosseo/ônibus
60, 75, 81, 85, 87, 117, 175, 673, 810, 850/vagão 3. Aberto
diariamente, 9h-anoitecer (no máximo às 19h30 no verão, no máximo
às 16h30 no inverno); bilheteria fecha 1h antes. Entrada (inclui
Palatino) €10; €6 com desconto, Ingressos. Não aceita cartão.
Observação: se a fila fora do Coliseu for muito grande, ingressos
podem ser comprados no Palatino e, com isso, você pode ir direto para
as catracas. Construído em 72 d.C. por Vespasiano no local de um lago
drenado na região do Domus Aurea de Nero , o Coliseu testemunhou
sangrentas batalhas de gladiadores, escravos, prisioneiros e animais
selvagens. Sua restauração, finalizada em 2001, viabilizou a visita do
público a uma área maior da arena, como o reconstruído piso de
madeira coberto de areia que possibilita aos visitantes passar por uma
plataforma e observar os subterrâneos do Coliseu, onde estão os
elevadores que levavam os animais para a arena. As fileiras mais altas
do Coliseu dão uma visão privilegiada. Chamado de Amphitheatrum
Flavium (‘Anfiteatro Flaviano’), o edifício ficou conhecido como
Coliseu não porque era enorme, mas devido à presença das colossais
estátuas revestidas de ouro – hoje perdidas – postadas ao longo do
prédio. A arena tinha cerca de 500 metros de circunferência; mais de
50 mil pessoas podiam se sentar – alguns especialistas acham que eram
mais de 87 mil – e a platéia podia ser preenchida e esvaziada em dez
minutos. Isto era possível devido à rede de vomitoria (saídas), que
ainda é o modelo dos estádios de hoje. Não havia no mundo lugar maior
e mais glorioso para se testemunhar o assassinato em massa. Se
gladiadores caros e muito treinados eram, freqüentemente, poupados no
final das batalhas sangrentas, o mesmo não acontecia com seus
adversários: escravos, criminosos e todo tipo de infelizes. Qualquer
combatente que desapontasse a platéia por não mostrar ímpeto era
chicoteado até lutar de forma mais agressiva. Quando a luta chegava ao
fim, os corpos eram espetados com pedaços de madeira em brasa para
garantir que ninguém se fingira de morto. Não era só a vida humana
que era sacrificada na sedenta Roma: animais selvagens também eram
presas, lutando contra outros animais e contra seres humanos. Durante os
cem dias de carnificina na inauguração do anfiteatro, em 80 d.C., 5
mil bestas morreram. Quando os espetáculos com animais foram banidos,
em 523 d.C., o elefante e o tigre já estavam extintos no Norte da
África e na Arábia. Mas os animais também matavam os homens: uma
sentença comum da Justiça romana era o damnatio ad bestias, quando
ladrões e outros criminosos eram jogados, desarmados, na arena, onde
criaturas famintas esperavam por eles. Todos podiam entrar de graça no
Coliseu, embora fosse necessário possuir um cartão de sócio, e o
rígido sistema de assentos colocava os sexos e as classes sociais nos
seus devidos lugares. O imperador e os senadores ficavam nos assentos de
mármore das primeiras fileiras; nos bancos superiores ficavam os
sacerdotes e magistrados; acima deles, os diplomatas estrangeiros. Todas
as mulheres eram confinadas aos mais altos – exceto as Virgens Vestais,
que ocupavam lugares privilegiados, ao lado do imperador. No século 6,
com a queda do Império Romano, o Coliseu registrou um triste declínio
na glória de seus esportes sangrentos: galinhas agora se bicavam até a
morte. As autoridades romanas extinguiram os jogos e o Coliseu se tornou
a fonte de pedra e mármore para construção e decoração dos
palácios romanos. As cicatrizes em toda a alvenaria do Coliseu são
anteriores ao século 9, quando os lombardos pilharam ferro e grampos de
chumbo.Em meados do século 18, o Papa Bento XIV transformou o Coliseu
em igreja. Por mais de um século, o anfiteatro foi abandonado à sua
própria sorte, abrigando várias espécies de flores e plantas e um
número considerável de sem-tetos. Após a Unificação, em 1870, a
flora foi arrancada e os invasores, expulsos. O episódio foi descrito
pelo autor inglês Augustus Hare como ‘escavações despropositadas’.
‘Ao ter as raízes de suas ervas daninhas arrancadas, o prédio sofreu
uma destruição maior do que se passasse por um processo natural de
deterioração de cinco séculos’, lamentou na obra Walks in Rome (‘Passeios
em Roma’), de 1883.
Palatino
Via di San Gregorio 30/Piazza di Santa Maria Nova 53 (06 699 0110/06
3996 7700). Metro Colosseo/ônibus 60, 75, 85, 87, 117, 175, 271, 571,
673, 810, 850/vagão 3. Aberto diariamente, 9h-anoitecer (no máximo às
19h30 no verão, no máximo às 16h30 no inverno); bilheteria fecha 1h
antes. Museu Palatino 9h-13h. Entrada (inclui o Coliseu) €10; €6 com
desconto; , Ingressos. Não aceita cartão.
Mesmo que você não acredite que Rômulo tenha fundado Roma no
Palatino, dados arqueológicos mostram que o assentamento que havia
neste local foi onde provavelmente Roma nasceu. Ruínas de uma muralha
próxima à área do Fórum e restos de cabanas primitivas no topo do
monte, datadas de um período entre os séculos 9 e 7 a.C., comprovam a
hipótese; a lenda diz que uma dessas cabanas era a casa de Rômulo.
Mais tarde, o Palatino se tornou o lugar mais rico e glamouroso da Roma
antiga, onde as personalidades mais influentes da República e do
Império construíam seus palácios. A escolha do local é
compreensível: o Palatino fica acima do Fórum Romano, mas estava a uma
distância confortável da pobreza e das agitações do vale. Mas essa
área só ganhou luz própria depois que Augusto construiu sua casa ao
lado da do fundador de Roma; os imperadores que o sucederam levantaram
exagerados palácios, até que o Palatino se tornou a área residencial
dos soberanos e a sede do governo. Com o declínio de Roma, o Palatino
virou uma área rural atrasada, morada dos mosteiros e suas hortas, com
sua estatuária preciosa tomada por saqueadores. Nos anos 1540, grande
parte da região foi comprada pelo cardeal Alessandro Farnese, que a
transformou numa agradável villa. Entrando no Palatino pelo Fórum
Romano, à direita, encontram-se as Horti farnesiani (16), ou Jardins
Farnese – antes, o Domus Tiberiana. Estes jardins – cheios de
laranjeiras e oliveiras que precisam de mais cuidado – foram plantados
originalmente no século 16, tornando-os um dos jardins botânicos mais
antigos da Europa; o que se vê hoje é uma ‘recriação
interpretativa’ do começo do século 20. O pavilhão do século 17 no
topo da colina oferece uma bela vista do Fórum. Embaixo dos jardins,
atrás do pavilhão, está o Cryptoporticus (17), ou Criptopórtico, um
longo túnel quase subterrâneo construído por Nero para passear em
dias quentes ou servir de rota secreta entre os prédios do Palatino e
seu palácio, o Domus Aurea. Iluminado somente por fendas nas paredes, o
Cryptoporticus é muito fresco no verão. No final do trajeto, há
frisos de reboco no teto e pisos de mosaico. Ao sul dos jardins, estão
as ‘Cabanas de Rômulo’, o Domus Augustus (Casa de Augusto) e o
Domus Lívia (Casa de Lívia) (22). Na casa da mulher de Augusto,
Lívia, foram encontradas pinturas nas paredes do final da República,
como painéis de trompe l'oeil de mármore e cenas da mitologia. Esta
área estava fechada por tempo indeterminado quando este guia foi ao
prelo. A sudeste deste local, encontram-se as ruínas dos palácios
imperiais construídos por Domiciano no final do século 1 d.C., que se
tornaram a principal residência dos imperadores nos três séculos
posteriores. As salas públicas estão no Domus Flavia (18). De acordo
com o escritor Suetônio, Domiciano tinha tanto medo de ser assassinado,
que todas as paredes da casa foram revestidas com selenita preta
brilhante para poder ver o reflexo de qualquer um que se aproximasse
pelas suas costas. Não deu certo. Na estranha sala, o que parece ser um
labirinto central era, na verdade, um pátio; ao lado, está a sala de
jantar, onde parte do chão de mármore sobreviveu. A construção oval
de tijolos no meio do quarto era provavelmente uma fonte. A porta ao
lado abre para a residência privada do imperador, o Domus Augustana
(19) (de augustus, ou ‘favorecido pelos deuses’, não tem nenhuma
relação com o imperador Augusto). O prédio oval ao lado (24) pode ter
sido um jardim ou um estádio em miniatura para o lazer de Domiciano.
Era rodeado por um pórtico, que pode ser visto na saída sul.
Localizado entre o Domus Flavia e o Domus Augustana, encontra-se o Museu
Palatino (20). No andar de baixo, estão restos humanos e artefatos das
primeiras comunidades de Roma, descobertos na região do Fórum e do
Palatino e datados do século 9 a.C. Na Sala 2, há o modelo de uma
cabana de vime do século 8. No chão estão as fundações dos
domínios de Domiciano. No andar de cima, encontram-se bustos e
estátuas de deuses dos séculos 1 a 4 d.C. A leste, passando pelo
estádio, muitos caminhos levam a uma parte mais baixa, onde podem ser
vistas as ruínas dos comparativamente pequenos palácios e banhos de
Sétimo Severo (21). Nesta área estão alguns dos prédios mais
bem-preservados do local. Daqui, você é levado de volta ao jardim, e
de lá, para o Fórum.
Fórum Romano
Entrada pelo Largo Romolo e Remo (Via dei Fori Imperiali), Via Sacra
(Piazza del Colosseo), Via Foro Romano & Via di San Teodoro (06 700
5469/063996 7700). Metro Colosseo/Ônibus 60, 75, 85, 87, 117, 175, 571,
810, 850. Aberto diariamente, 9h-13h antes de anoitecer. Entrada
grátis.
À primeira vista, o Fórum parece ser nada mais do que pilhas de
blocos de mármore e uma estranha coluna no meio de tudo isso. Mas com
um pouco de paciência (e diligência) de sua parte, o Fórum está
pronto para revelar seu charme e sua história; chegará um momento em
que você estará surpreso com tudo o que ainda pode ser visto após
muitos séculos se debatendo contra bárbaros, normandos e papas
ladrões. Se um espaço com lojas e alguns templos satisfez as
necessidades de Roma durante os primeiros anos da República, a partir
do século 2 a.C. a sempre conquistadora e expansiva Roma precisava
causar uma impressão de autoridade e riqueza. Os depósitos onde os
alimentos eram guardados estão um pouco deslocados, ao lado de
tribunais de justiça, escritórios e imensos prédios públicos com
decorações grandiosas a fim de afirmar o poder de Roma. O espaço para
tudo isso logo se esgotou, e os imperadores começaram a construir os
novos Fóruns Imperiais. Mas o Fórum Romano continuou sendo o coração
simbólico do Império, e os imperadores continuaram a reformá-lo e
embelezá-lo até o século 4 d.C. Após ser atacado pelos bárbaros, o
Fórum teve de viver a humilhação de ser dominado lentamente pelo mato
durante a Idade Média e o início do Renascimento, quando ficou
conhecido pelo nome de campo vaccino (campo de vacas). Só no século 18
é que escavações sérias começaram. Nosso passeio pelo Fórum
começa na entrada mais próxima do Coliseu, onde uma rua sobe para
além das colunas do Templo de Vênus e Roma (direita), as duas deusas
protetoras da cidade. Você pode pagar por um guia de áudio (€4) na
bilheteria à esquerda; faltam muitas explicações sobre o local e
quase não há placas de identificação nos monumentos do Fórum. No
topo da elevação está o Arco di Tito (15), construído em 81 d.C.
para comemorar a derrota da Revolta Judaica pelo imperador Vespasiano e
seu filho Tito dez anos antes. Um dos baixo-relevos mostra os soldados
romanos com prêmios pilhados do Templo de Herodes: o menorah e os
sagrados clarins de prata. A triunfal procissão é representada na
parede interior leste, com Tito acompanhado por uma Vitória alada
dirigindo uma carruagem com quatro cavalos. No teto da abóbada, há um
painel quadrado que mostra Tito ascendendo aos céus montado em uma
águia, uma alusão à sua apoteose. À direita passando pela Igreja de
Santa Francesca Romana (geralmente fechada à visitação, mas ver pág.
248 Festa di Santa Francesca Romana), continue andando até chegar às
ruínas de tijolos da basilica di Massenzio (14), que começou a ser
edificada em 306 por Constantino, mas foi finalizada em 312 por
Maxêncio. Provavelmente este foi o último monumento magnífico
construído em Roma antes do declínio. Suas paredes de mármore
ocupavam três vezes o espaço em que estão hoje; as grandes abóbadas
inspiraram Michelangelo e Bramante na criação da Basílica de São
Pedro. Volte até a Via Sacra (1), a rua principal que cruzava todo o
Fórum e passava por todos os prédios mais importantes. À direita,
está um edifício medieval com uma série de portas de bronze: é o
Templo de Rômulo (13), batizado com esse nome não em homenagem ao
fundador de Roma, mas ao filho do imperador Maxêncio. As portas são do
século 4 e, dizem, sua tranca ainda funciona. O interior do templo foi
restaurado e para conhecê-lo é preciso entrar pela Igreja de São
Cosme e Damião (ver abaixo). Também à direita estão as grandes
colunas do Templo de Antonino e Faustina (12), dedicado ao imperador do
século 2 e à sua esposa que, desde o século 11, faz parte da Igreja
de San Lorenzo in Miranda. Fique atento ao desnível os degraus do
templo, pois a altura do terreno era muito maior na época em que foi
construído. As sepulturas mais antigas de Roma foram encontradas aqui,
numa área chamada sepolcreto arcaico, e elas estão agora no museu do
Palatino . Seguindo em direção ao Capitolino, o que restou da gigante
Basilica Aemilia (2) chega a ocupar um quarteirão. Construída em 179
d.C., a basílica foi antigamente um efervescente espaço
administrativo, judicial e comercial. Mais à frente está a Cúria (3),
casa do Senado, cuja construção foi iniciada em 45 a.C. por Júlio
César e terminada em 29 a.C. por seu filho adotivo Otávio – que, na
época, já era o imperador Augusto. Esse prédio foi alvo de muitas
reconstruções, e foi transformado em uma igreja no século 7 d.C..
Geralmente, não está aberto à visitação. À esquerda, há uma
escadaria (fechada por uma corrente) que desce até uma curiosa cova,
identificada como a lapis niger (lápide negra), local onde os antigos
acreditavam ser o túmulo de Rômulo. Mais à frente está o imponente
Arco de Sétimo Severo (4), construído em 203 d.C. para comemorar a
vitória sobre o Império Persa (atual Irã). Os relevos de seus feitos
militares agora estão borrados, mas os que se encontram na base das
colunas estavam enterrados até o século 19 e, por isso, estão mais
bem preservados. Eles mostram soldados romanos (sem capacetes e de
sapatos) levando os prisioneiros pártios (cabisbaixos e com chapéus
caídos). Perto deste local encontrava-se o milliarium aureum (marco
dourado), pedra que marcava o ponto zero, de onde todas as distâncias
eram medidas a partir de Roma. Adiante do Arco de Sétimo, estão as
ruínas da Rostra imperial (5), uma plataforma em que eram feitos
discursos e de onde Marco Antonio supostamente pediu emprestadas as
orelhas dos romanos. Logo atrás, destacam-se as oito enormes colunas do
Templo de Saturno (6), construído no século 5 a.C.. A festa dedicada a
Saturno, a saturnália, que durava três dias, iniciava-se em 17 de
dezembro e virava de cabeça para baixo a ordem social constituída:
escravos e servos eram servidos pelos seus mestres. O tesouro do Estado
era guardado embaixo desse templo. A solitária Coluna de Focas (7)
também é bastante visível dessa área. Ela foi construída em 608
pelo papa Bonifácio IV em agradecimento ao imperador bizantino, que lhe
deu de presente o Pantheon, que depois viraria uma igreja. Do outro lado
da Via Sacra estão as fundações da Basílica Julia (8), erigida em 55
a.C. por Júlio César e que era originalmente um importante tribunal de
justiça – por sinal, muito barulhento. Antigos tabuleiros de jogos
foram cavados em seus degraus. À direita dessa basílica, cruza-se com
um orifício da Cloaca Máxima. No final desse caminho, encontra-se a
igreja de Santa Maria Antigua (25), dona de belos afrescos dos séculos
7 e 8. Ao lado da Basílica Julia, encontram-se três elegantes colunas
que faziam parte do Templo de Castor e Pólux (9), os salvadores de
Roma. De acordo com a lenda, esse gêmeos gigantes apareceram em seus
cavalos às forças romanas durante uma batalha em 499 a.C., levando a
República à vitória. Na região central do Fórum fica o pódio do
Templo do Divino Júlio (23), um despersonalizado prédio de tijolo e
argamassa (opus mixtum) embaixo de um teto verde levemente inclinado.
Segundo a tradição, este foi o local onde César foi cremado;
oferendas de flores, frutas e eventuais sonetos ainda podem ser
encontrados no altar. À frente do templo estão restos escassos do Arco
de Augusto, construído em 29 a.C. para comemorar a derrota de Marco
Antonio e Cleópatra na Batalha Naval do Ácio em 31 a.C.. Mais adiante,
vêem-se três colunas que circundam o Templo de Vesta (10) que, no
interior do seu jardim ostenta a Casa das Virgens Vestais (11), que só
pode ser admirada atrás de uma corrente. Para voltar ao ponto inicial,
siga as placas para a biglietteria do Palatino.
A Fontana di Trevi e o Quirinale
Você pode ouvir as águas da Fontana di Trevi muito antes de
avistá-la; no sufocante calor do verão romano, nada suscita tanto
prazer quanto o som da água fresca jorrando. Ao repararem o
fornecimento de água da cidade, encarregando renomados escultores a
criar fontes extravagantes, os papas do Renascimento sabiam que estavam
deixando um forte posicionamento político. Também os imperadores
romanos foram os responsáveis pelos aquedutos meticulosamente
projetados, e exageradamente caros, para atender ao seu imenso sistema
de banhos. Em Roma, a água foi, e continua sendo, um luxo. A maneira
como toda a área de Trevi se desenvolveu foi devido a essas águas. Nas
ruínas arqueológicas em exposição nos arredores do cinema Sala Trevi
, partes da antiga Roma abrigam até os canos da tubulação. Uma fonte
milagrosa no interior da antiga igreja de Santa Maria in Via ainda
fornece copos d’água com poder de cura para paroquianos adoecidos.
Nas manhãs de domingo, quando trabalhadores desligam a fonte para
limpá-la e remover as moedas atiradas nela, o quarteirão fica
estranhamente silencioso. Os antigos moradores da região guardam
lembranças de infância de caravanas de mulas carregando barris d’água
até o palácio no monte Quirinal, acima de Trevi. Localizada no topo da
mais alta das sete colinas de Roma, a residência tornou-se a favorita
dos papas: no verão, eles a consideravam mais saudável do que o
Palácio do Vaticano, que era perto demais do mal-cheiroso rio Tibre. O
Quirinale já simbolizou as mudanças de poder em Roma ao longo dos
séculos, dos papas e reis à República dos dias atuais: é hoje a
imponente residência do chefe de Estado italiano.
Via Veneto e a Villa Borghese
Dos tempos dos imperadores até o boom imobiliário, no final do
século 19, a área ao norte e a nordeste do antigo povoado perto do
Tibre –onde hoje fica a região que vai de Pincio a Porta Pia – era
dominada por jardins, palacetes e ordens religiosas. No século 1 a.C.,
o Horti Sallustiani era o mais extenso dos monumentais jardins de Roma.
A partir da Renascença, as famílias nobres romanas, como os Borghese e
Ludovisi-Boncompagni, enfeitaram e aumentaram suas propriedades nesta
região. Quando Roma se tornou a capital da Itália, em 1871, a maior
parte da vegetação foi esculpida para construir o estilo de palazzi
(com o estranho toque de art noveau, ver capítulo Arquitetura) tão
adorado pela nova classe alta. Entre as propriedades aristocráticas,
apenas a Villa Borghese resistiu à especulação imobiliária após a
Unificação italiana; e agora é o principal parque público da cidade.
Roma tem seus defeitos, mas o amor dos romanos por sua cidade
permanece eterno Pergunte a um taxista sobre o estado da cidade hoje, e
provavelmente sua viagem – mesmo que seja de um lado a outro de Roma
– não será suficiente para ouvir a ladainha de aflições: o aumento
de carros particulares a cada ano, chacoalhando sobre o calçamento da
cidade; os níveis estratosféricos de poluição; a interrupção do
trânsito quando o papa ou o presidente, ou algum VIP estrangeiro,
percorre as ruas em alta velocidade e com muita segurança ou quando
manifestantes marcham pelo centro da cidade; o caos, e às vezes
violência, que cerca os jogos de futebol importantes; as greves
imprudentes dos transportes públicos que deixam a cidade a pane; os
traiçoeiros buracos; as intermináveis pavimentações; as excursões
de ônibus que despejam ainda mais pessoas nas estreitas ruas medievais.
Mas pergunte se deixaria Roma para viver em outro lugar, e ele vai
olhá-lo como se você fosse louco: em qual outro lugar uma pessoa sã
viveria? Alguns dias a cidade parece presa numa loucura própria.
Analise um dia específico: domingo, 6 de março de 2005. Roma ficou
parada. O corpo de Nicola Calipari – o agente secreto morto por
soldados norte-americanos num bloqueio em Bagdá enquanto levava uma
refém libertada para o aeroporto – é carregado à piazza Venezia
coberto pela bandeira italiana; milhares de italianos chorosos estão
aglomerados no monumento a Vitório Emanuel para prestar homenagem ao
novo herói antes de seu funeral de Estado.
Na esquina, na via dei Fori Imperiali, um bispo está espargindo
água benta sobre alguns veículos – um caminhão de lixo, um ônibus,
um reboque, algumas motos de polícia e táxis puxados a cavalo que
estão de passagem. É a festa de Santa Francesca Romana. Normalmente
uma longa procissão de carros passa por sua igreja no Fórum, mas
naquela ano, os níveis de poluição estavam tão altos, que os carros
foram banidos da cidade; a lei é suspensa para os veículos municipais,
que representam os motoristas católicos. Enquanto isso, do outro lado
do rio, no Vaticano, milhares de peregrinos esperam ver o papa no
Angelus semanal, acenando para fotografias dele em telões: João Paulo
II, 84 anos, está do outro lado da cidade se recuperando de uma
traqueotomia no hospital Gemelli, onde outra multidão acena para ele
abaixo de sua janela, observada por muitas equipes de TV.
Algumas horas depois, o barulho dos helicópteros invade os céus:
eles vigiam as multidões que invadem as ruas após os jogos de futebol
da tarde de domingo atrás de encrenca. Esta confusão de eventos é
normal em Roma: todo dia é extraordinário nesta idade extraordinária.
Some a eventual interrupção do transporte público, talvez um pânico
de segurança ou dois, uma visita de Estado ou mesmo uma grande
tempestade, e se sentirá como se estivesse entrando no caos de um filme
de Fellini. Para os romanos isso é extremamente cansativo. Muitos
suspiram quando computam o custo de vida na Caput Mundi. Para os
turistas, por outro lado, é tudo pitoresco; e um ótimo momento para
aproveitar a cidade eterna. Após a limpeza para o Jubileu (2000) a
cidade ficou espetacular.
Dos adoráveis tons pastéis de amarelo, cinza, pêssego e creme nos
monumentos históricos aos principais novos museus e projetos de
edifícios contemporâneos, Roma limpou a fuligem e sacudiu a poeira
após décadas de negligência. A reviravolta começou em 1993, quando
Francesco Rutelli venceu a Prefeitura com apoio do Partido Verde e
recebeu uma grande ajuda do governo central, da mesma tendência de
centro-esquerda. Ele deu excelente uso à verba para o Jubileu: deu
início as extensas escavações nos sítios arqueológicos da via dei
Fori Imperiali; fundos foram alocados para a restauração de igrejas e
monumentos; o transporte inadequado da cidade também foi melhorado.
O Ministério da Cultura também ajudou, reabrindo o Domus Aurea, a
Galleria Borghese e as Terme di Diocleziano. Mas a administração
Rutelli foi além de restaurar o velho: rompendo com um passado que via
a arquitetura contemporânea na Cidade Eterna como sacrílega, iniciou
trabalhos importantes que incluíram o MAXXI de Zaha Hadid, um centro de
convenções no EUR pelo arquiteto italiano Massimiliano Fuksas, o
magnífico Auditorium de Renzo Piano, com três salas de concerto, e o
pavilhão para o Ara Paris assinado pelo norte-mericano Richard Meier.
O trabalho de manter as coisas funcionando coube, a partir de 2001, a
Walter Veltroni, prefeito popular de Roma (reeleito em 2006).
Partidário da Democratici di sinistra – o antigo Partido Comunista
– o prefeito amante de jazz e cinema continua dando alta prioridade à
cultura. Mas, ao contrário de Rutelli, Veltroni, teve que negociar com
um governo nacional de centro-direita e um governador da Região do
Lazio – Francesco Storace – ligado ao partido Alleanza Nazionale,
herdeiro de Mussolini. Veltroni esperava que as eleições regionais de
abril de 2002 mudassem o equilíbrio do poder romano. Nada aconteceu.
Ser a sede do governo nacional é uma faca de dois gumes para a
cidade, especialmente quando a Casa della Llibertá, coalizão liderada
pelo magnata da mídia Silvio Berlusconi, assumiu o poder em 2001.
Descrito – mais admiradoramente que caluniosamente – como um
showman, Berlusconi instintivamente compreendeu a importância da imagem
e qualidades abstratas como beleza e tradição, para organizar
cenários fotogênicos para suas fotografias internacionais: o cineasta
Franco Zeffirelli foi contratado como diretor de cena para a assinatura
do segundo Tratado de Roma, em outubro de 2004 no Campidoglio, que
firmou uma Constituição para a UE ampliada (agora com 25 membros).
Mas a cidade se tornou palco para protestos freqüentes (geralmente
amargos) contra o governo de Berlusconi e contra a presença de 3 mil
soldados da Itália no Iraque: bandeiras com o arco-íris da paz
tremularam em quase todas as janelas na primavera de 2003, quando cerca
de 3 milhões de pessoas marcharam pelas ruas. O prefeito Veltroni se
assegura que Roma continue a ser uma capital internacional pela defesa
dos direitos humanos, iluminando o Coliseu cada vez que uma sentença de
morte é comutada em algum lugar do mundo e sediando conferências de
Glocalização (sic) com a participação de seus pares do mundo todo.
Vigílias à luz de tochas marcam eventos significantes.
Assim como celebrações vívidas festejam anualmente em 21 de abril
a fundação da cidade, em 753 a.C. (2007 é o 2.758º aniversário de
Roma), a cidade tem vários eventos de longa data: a Estate Romana
continua trazendo artistas de nível internacional para apresentações
ao ar livre; no outono, o festival RomaEuropa apresenta dança, teatro e
música de vanguarda. Uma nova data no calendário é a bem-sucedida
Notte Bianca, em setembro, quando os romanos são estimulados a ficar
acordados e festejar nas ruas a noite toda, ou visitar museus e sítios
arqueológicos iluminados – embora todos tentem não lembrar a
tempestade bizarra às 3h da manhã que caiu na capital durante a Notte
Bianca de 2003, um prelúdio para as 12 horas de apagão nacional.
Talvez os eventos mais memoráveis dos últimos anos tenham sido os
shows de rock em alguns dos mais incríveis locais ao ar livre da
cidade, incluindo a Piazza del Popolo, o Forum e o Circo Massimo, onde
romanos e turistas tiveram apresentações gratuitas de Paul McCartney,
Santana, Eminem, Simon & Garfunkel e Sting. Seguindo a filosofia de
que ‘se a cidade pertence ao povo, então o povo vai cuidar de sua
cidade’, a idéia é deixar os jovens virem dos subúrbios para
assistir a um show gratuito num local antigo e, talvez, se sintam menos
inclinados a grafitar fachadas renascentistas quando quiserem ‘se
expressar’. Não muito tempo atrás, seria impensável meio milhão de
pessoas dançando rock no Circo Massimo. Mas muitas coisas mudaram Roma
para melhor.
Tome como exemplo a proibição de fumar: os italianos podem tragar
em particular – e, por desespero, em qualquer esquina –, mas você
não encontrará ninguém fumando num trem ou num prédio público, ou,
surpreendentemente, num restaurante ou bar. Apesar do reduzido número
de sites em sua língua natal, os italianos tomaram a internet – a
banda larga em particular – como vingança. Após muitos anos de feroz
oposição ao uso do cinto de segurança, a maioria dos italianos agora
se abotoa nas estradas – embora ocasionalmente se neguem a usar cinto
na cidade. As ruas de Roma, tráfego à parte, estão mais agradáveis
para se caminhar: lojas de junkfood estão saborosamente camufladas,
água fresca para beber está disponível em fontes em quase todas as
praças, orelhões e outros equipamentos urbanos raramente estão
vandalizados... e apenas turistas ficam bêbados ou vestem shorts.
‘A globalização está arruinando o centro historico’
Não só a Roma turística e a Roma Capitale mudaram, mas também o
cotidiano dos romanos. Muitas frustrações evaporaram, mas o aumento da
renda e o conseqüente desejo por uniformidade internacional significam
que algumas características romanas estão sendo postas de lado. O
quase monopólio das tratorias locais entrou em colapso, minado por
lugares mais sofisticados. Tradicionais Vini e Olii – espeluncas onde
se bebia vinho Castelii enquanto o proprietário jogava algo para se
comer – são mais difíceis de encontrar. O Campo de Fiori – outrora
um mercado típico – agora é invadido por mascates de produtos de
imitação de couro durante o dia e se torna um grande bar à noite.
Lojinhas de esquina estão sendo forçadas a sair por supermercados.
A globalização tem arruinado o centro storico, onde restaurantes e
negócios familiares estão sendo expulsos por redes internacionais.
Roma é uma mistura ímpar: milênios de história com suas glórias
orgulhosamente à mostra; uma cidade do século 21 vivendo às sombras
de uma teocracia medieval; um tecido urbano medieval lutando para
atender às demandas de cidadãos modernos; uma cidade que valoriza sua
herança, mas que deseja os frutos do consumismo global. A popularidade
contínua de Roma – de fato a verdadeira natureza da cidade – vai
depender de sua habilidade em manter este esquilíbrio.
Imperadores e papas expressaram seu poder na forma de construções
– um legado ainda visível na Cidade Eterna Mesmo se existisse no
passado, a expressão ‘menos é mais’ não faria sentido para um
romano. A maior parte da arquitetura romana é grandiosa, chama a
atenção e, sempre que possível, expressa uma posição política.
Do principal Fórum antigo, com suas estátuas e templos de mármore,
aos mosaicos das igrejas do século 12, do esplendor de São Pedro ao
bairro EUR, construído do zero por Mussolini, o objetivo sempre foi
maravilhar. O que fez Roma tão interessante, apesar disso – e que
preenche as lacunas entre esses imponentes prédios, templos e igrejas
– são as casas modestas e covas comuns, adicionadas através de eras:
uma miscelânea de velho e novo, rico e pobre, que ainda é muito
visível hoje.
E seja papa ou pobre, todos se apropriaram do passado, literalmente:
colunas de templos pagãos adornam a maioria das igrejas; portas e
estátuas de bronze antigas foram derretidas para uso em São Pedro e
outras igrejas; e sarcófagos de patrícios romanos se tornaram
bebedouros para gado e cavalos.
A reciclagem foi inventada aqui milênios atrás. Os tempos mudaram,
mas as intenções continuam quase as mesmas. Embora não tenham o
status de um imperador ou pontífice, os líderes da cidade
contemporânea ainda gostam de deixar sua marca, comissionando novos
trabalhos grandiosos assim como projetos que conservem e exaltem os
tesouros do passado.
A arte de Roma inspirou visitantes por séculos, muitas vezes
causando convulsões de deleite e espanto. Talvez os viajantes mais
suscetíveis sejam os jovens artistas, que se esforçaram para capturar
em papel os tesouros visuais da Cidade Eterna. Observação cuidadosa e
desenho paciente dos exemplos reverenciados de arte antiga em Roma eram
fundamentais no treinamento artístico do final do século 15 ao 19.
A sucessão de ruínas clássicas e estátuas constituíam o plano de
estudos. Artistas que perfeitamente assimilaram o cânone clássico
acreditavam que tinham o embasamento para a grandiosidade. Eles copiavam
fanaticamente o melhor do passado e esperavam admiração por seus
esforços. Em 1548, o pintor português (e amigo de Michelangelo)
Francisco de Hollanda refletiu sobre sua estada em Roma, uma década
antes: ‘Quais edifícios imorais ou estátuas majestosas desta cidade
eu não roubei para levar embora, sem carro ou barco, nestas finas
folhas de papel? Que pintura em estuque ou arabescos é descoberta nas
grutas e antiquários de Roma... mas o melhor delas está desenhado nos
meus cadernos?’.
Se Hollanda afirmava ser completo, ele não estava só: a maioria dos
que viajavam a Roma – incluindo não-artistas – fizeram uma parada
estudando ou desenhando arte antiga ou renascentista em sua estada.
Apesar de hoje em dia os turistas preferirem capturar a arte do passado
com uma câmera digital mais do que com caneta e caderno de desenho,
olhando a arte de Roma ainda oferece muito prazer e uma grande
educação. A arte em Roma é tão prazerosa e edificante porque engloba
qualidade superlativa e alcance cronológico.
Que a cidade mostre arte cobrindo quase 3 mil anos é incrível, mas
que a maioria tenha sido produzida aqui mesmo é ainda mais
surpreendente. Nenhuma outra cidade – nem mesmo os grandes centros de
museus de Londres, Paris e Nova York, podem se gabar tanto. Não
obstante, muitas das maiores pinturas e esculturas ainda estão em seus
locais arquitetônicos originais, oferecendo um contexto que museus não
reproduzem. Ainda hoje, como no século 16, visitantes podem achar Roma
desorientadora. Afinal de contas, não há nenhum Louvre para oferecer
uma parada no museu para compras, nem uma Uffizi para apresentar uma
pesquisa abrangente sobre pintura italiana.
Além disso, o emaranhado da cidade – com uma dúzia de praças ‘principais’
– pode frustrar o viajante mais intrépido. Com um pouco de
planejamento, bons sapatos e senso de aventura, o turista pode
experimentar o espectro único de passado e presente de Roma: monumentos
esplêndidos e espaços íntimos, e a riqueza em camadas de cem
gerações de artistas, patronos e colecionadores que se regozijaram na
certeza de que Roma era o centro do mundo civilizado. Embora a arte de
Roma tenha acompanhado as necessidades da Igreja Católica por quase
dois milênios, a influência mais forte tem sido sempre o forte legado
do mundo antigo.
Em poucas cidades os vestígios do passado são tão palpáveis. Roma
antiga, como caput mundi, colheu ou criou muito da melhor arte da
antigüidade. Aqueles que sucessivamente saquearam ou ocuparam a cidade
– de Alarico, em 410, a Napoleão em 1808 – saquearam muito deste
patrimônio, mas a fração que sobreviveu continua impressionando.
Obeliscos egípcios ainda marcam as principais praças e, apesar de não
haver muitos originais gregos hoje em Roma, o milagre da arte grega pode
ser estudado e apreciado em inúmeras cópias romanas.
Estes mármores – freqüentemente cópias de originais em bronze
há muito destruídos – exibem o talento grego para dotar o corpo de
beleza, propósito e senso de movimento. O ideal clássico, combinando
naturalismo com idealização do corpo, ofereceu um padrão de beleza
difícil de ignorar. Embora a escultura grega mais famosa em Roma seja o
Trono de Ludovisi – a peça central da coleção da família Ludovisi
abrigada no Palazzo Altemps –, muitos trabalhos são de natureza
transitória, entre grego e romano. Um exemplo desta categoria é o
volumoso Torso do Belvedere – um físico sobre-humano de
aproximadamente 50 a.C. que inspirou Michelangelo –, agora abrigado no
Museu Vaticano Pio Clementino.
‘Os etruscos produziram uma arte exuberante, violenta e sensual’
Os etruscos, o povo pré-romano que dominou a Península Itálica do
século 4 a.C. ao século 3 a.C., produziu uma arte exuberante, violenta
e sensual. Um dos museus mais agradáveis em Roma é o recém-renovado
Villa Giulia , que oferece um acervo de arte etrusca, incluindo
esculturas de terracota em tamanho natural do Templo de Apolo no Veio e
um delicado sarcófago de um casal.
Igualmente importante é a obra etrusca conhecida como a Lupa
Capitolina (a mulher-lobo capitolina), um tesouro em bronze que pode ser
encontrado nos Musei Capitolini. A partir do século 3 a.C., os romanos
basearam nesse legado grego e etrusco uma febre de construções sem
precedentes. Novas técnicas estruturais – notavelmente o arco e a
tecnologia de concreto – deram origem a construções espaçosas e
audazes.
Os romanos também foram responsáveis por formas monumentais que
nublam os limites entre arquitetura e arte, como o arco triunfal
ornamentado com relevos (em especial os de Sétimo Severo e Tito no
Fórum e o de Constantino próximo ao Coliseu) e a coluna ornamentada
com faixa em espiral (Colonna di Traiano – Coluna de Trajano, Colonna
di Marco Aurelio). Outra inovação romana em menor escala foi o busto
de retrato, que registrava características faciais dos grandes e
medianos com notável honestidade. Grande parte da arte clássica está
concentrada em poucos museus principais. O Palazzo Altemps, que abriga a
escultura Suicídio do Gaulês, é uma primeira parada ideal.
O Palazzo Massimo alle Terme contém importantes obras da escultura e
pintura romanas, inclusive um belo Augusto e duas cópias do Discóbolo
de Miron. As grandes coleções dos Musei Capitolini apresentam o
Gaulês Agonizante e bonitos centauros em mármore negro da villa de
Adriano . E, apesar de o tamanho da coleção clássica dos Museus
Vaticanos ser desencorajador, um trabalho helenístico nunca desaponta:
o Laocoonte mostra um homem poderoso e seus filhos lutando por suas
vidas contra serpentes, talvez a escultura mais dinâmica na história
da arte.
Um passeio por qualquer lugar histórico em Roma revela como os
bairros residenciais podem ser elegantes. Mas uma longa caminhada pela
Cidade Eterna pode deixar claro um fato pouco apreciado: algumas das
mais prestigiosas – e mais bem-decoradas – moradias em Roma não
estão reservadas aos vivos, mas aos mortos.
De fato, algumas das maiores esculturas e mais impressionantes
construções foram primeiro criadas como tumbas: a Pietà de
Michelangelo, originalmente para a sepultura de um cardeal francês; e o
Castel Sant'Angelo, construído como Mausoléu do Imperador Adriano.
Alguns monumentos, construídos com outras funções, se tornaram
tumbas, como a Coluna de Trajano (abrigando o corpo de Trajano e de sua
mulher) e o Panteão (o lugar de descanso de muitos pintores, o mais
proeminente, Rafael). Mas o que é mais impressionante é a grande
variedade de túmulos em Roma, abrangendo uma amplitude cronológica
extraordinária, que merece ser vista.
Os seguintes são alguns que devem ser visitados pelos amantes da
arte obcecados pela eternidade. Talvez a mais visualmente impressionante
seja a incomum ‘Tumba do Padeiro. Eurisace, um escravo liberto nos
últimos anos da República romana, tornou-se padeiro e ganhou muito
dinheiro – o suficiente para construir para si e para a esposa a tumba
em formato de forno.
Famosa por suas muitas perfurações circulares, a tumba também
apresenta um friso representando a fabricação e a venda de pão. Se
esse estilo nouveau não o atrai, considere os nichos de tumbas nos
quilométricos túneis subterrâneos nas catacumbas cristãs primitivas.
As de San Sebastiano e de San Calisto estão entre as mais fáceis de se
visitar, e irão silenciar qualquer um que reclame de morar em
apartamento pequeno.
O esplendor renascentista é bem ilustrado pela Capela Chigi em Santa
Maria del Popolo, que abriga Agostino Chigi, o banqueiro papal num
mausoléu central (projetado em 1516 por Rafael), repleto de mármores
caros e maravilhosos mosaicos, e atualizado no barroco com estátuas de
Bernini de Daniel (1655-57) e Habakkuk (1655-61). De todas as tumbas de
papas, talvez a mais engenhosa seja a de Bernini para o Papa Alexandre
VII no transepto sul de São Pedro (1671-78).
As esculturas incluem um retrato do papa ajoelhado, quatro figuras
das Virtudes e um toque assustador: uma figura em bronze da Morte (um
esqueleto com uma ampulheta) emergindo de baixo de uma enorme capa
atualmente feita de mármore anunciando que a hora do pontífice chegou.
O grupo brilhantemente incorpora uma porta, enfatizando a passagem de
uma vida para a próxima.
Uma abordagem similar, integrando uma porta real (que leva à
sacristia) para ilustrar a coincidência de soleiras literais e
representadas, foi usada por Canova em seu primeiro trabalho romano, o
monumento a Clemente XIV (1783-87) em Santi Apostoli. Não
surpreendentemente, Roma é cheia de tumbas de santos, tanto históricas
como lendárias.
Uma estátua atraente de Santa Cecília feita por Stefano Maderno
decora sua igreja em Trastevere. Esta escultura ilustra não só o
túmulo abaixo, mas o estado preservado do corpo, redescoberto em 1600.
Turistas incansáveis devem procurar Santa Maria dell´Orazione e Morte
na via Giulia (quase diretamente atrás do Palazzo Farnese).
Reconstruída por Ferdinando Fuga na década de 1730, esta igreja inclui
uma cripta macabra cheia de esqueletos e candelabros feitos de ossos
simetricamente arrumados. É de matar.
Aeroporto Leonardo Da Vinci, Fiumicino
Via dell'Aeroporto di Fiumicino 320 (telefonista 06 65
951/informação 06 6595 3640/www.adr.it). Aberto diariamente, 24h.
Horários de chegadas e partidas em Fiumicino são constantemente
atualizadas no site acima. Há uma serviço de trem rápido entre o
aeroporto e a estação Termini (31min). O ônibus passa no aeroporto
diariamente a cada 30min entre 6h37-23h37 (5h52-22h52 no sentido
contrário). Passagens em ambas as direções custam €9,50. O trem
comum leva 25-40min e pára nas estações Trastevere, Ostiense,
Tuscolana e Tiburtina. Trens saem a cada 15min (freqüência menor dom.)
entre 5h57-23h27 (5h06-22h36 para Fiumicino). Passagens custam €5.
Você pode comprar bilhetes em dinheiro (ou cartão de crédito,
on-line) em máquinas automáticas no lobby do aeroporto e nas
estações de trem. Também estão disponíveis nas bilheterias da
estação (diariamente 7h-21h30) e nas tabacchi do aeroporto. Alguns
vagões têm acesso especial para cadeirantes . Carimbe sua passagem nas
máquinas da plataforma da estação antes de embarcar. A Terravision
(06 6595 8646, www.terravision.it) tem um ônibus fretado que vai de
Fiumicino à Termini, e também faz muitas paradas nos subúrbios ao
norte (ao longo da via Aurelia) e em Lepanto (viagem até Termini:
70min). Saídas a cada duas horas todos os dias entre 8h30-22h30.
Ônibus de Termini para Fiumicino partem do outro lado do Royal Santina
Hotel (via Marsala 22) até às 18h30. Passagens custam €9 um trecho,
€15 ida-e-volta, e podem ser compradas on-line com antecedência
(aceita principais cartões de crédito), ou em dinheiro no guichê da
Terravision no saguão de chegada ou na recepção do Royal Santina
Hotel. Durante a noite, uma linha de ônibus (informação 800 150 008)
funciona entre Fiumicino (fora do Terminal C) e a estação de
Tiburtina, em Roma. Passagens custam €3,60 nas máquinas ou €5 no
ônibus. Ônibus saem de Tiburtina às 12h30, 1h15, 2h30 e 3h45, parando
na estação Termini 10min depois. Saídas de Fiumicino são às 1h15,
2h15, 3h30 e 5h. Nem Termini nem Tiburtina são lugares seguros à
noite. É aconselhável pegar um táxi até seu destino final. Ônibus
não têm muita freqüência; a linha B do metrô em Termini e Tiburtina
fecha às 23h30 (sáb., 0h30); a linha A do metrô fecha diariamente às
21h, e um ônibus fretado substitui o metrô.
Aeroporto GB Pastine, Ciampino
Via Appia Nuova 1650 (06 794 941/www.adr.it). Aberto diariamente,
24h. A forma mais simples para ir da cidade até Ciampino é pegar o
fretado da Terravision (06 7949 4572/4621, www.terravision.it) até a
estação Termini (tempo de viagem: 40min). Os ônibus saem do lado de
fora do saguão de desembarque a cada meia hora (diariamente,
8h40-0h20). Os ônibus da Termini a Ciampino saem do lado de fora do
Royal Santina Hotel (via Marsala 22) entre 4h30-19h30. Passagens (€8,50
um trecho, €13,50 ida-e-volta) podem ser compradas on-line ou (em
dinheiro) no saguão de desembarque de Ciampino ou na recepção do
Royal Santina. Outra alternativa são os ônibus da COTRAL (informação
06 722 2153), que fazem o percurso Ciampino até a estação Anagnina do
metrô, partindo da frente do desembarque a cada 30-40min, diariamente
6h-22h40 (5h20-23h10 para Ciampino). Compre passagens (€1) nas
máquinas automáticas no saguão de desembarque e nas bancas do
embarque. Depois da partida do último Terravision, ir até a cidade é
praticamente impossível, já que quase não há táxis. Se você for
chegar tarde, ligue antes e peça um táxi.
Ônibus
Não há nenhuma rodoviária central em Roma. A maioria dos ônibus
fretados param do lado de fora das seguintes estações de metrô:
Lepanto, Ponte Mammolo e Tiburtina (rotas norte); Anagnina e EUR Fermi
(rotas sul). Para mais informações
De trem
Para mais informações sobre trens e como comprar passagens, ver
pág.323. A maior parte dos trens de longa distância chega na estação
Termini, o ponto central da rede de transportes de Roma – e de
batedores de carteira; fique atento. Trens noturnos chegam em Tiburtina
ou Ostiense, ambos bastante distantes do centro storico. O metrô, os
ônibus 492 e 649 e o ônibus noturno 40N partem da Tiburtina para o
centro da cidade; se chegar em Ostiense após a meia-noite, pegue táxi.
Alguns trens diurnos vão direto para Termini, enquanto outros param em
outras estações de Roma; pode ser melhor saltar numa estação antes
do que ir para Termini.
Aluguel de Veículos
Para alugar um carro, é preciso ter mais de 21 – em alguns casos
23 – e ter carteira há mais de um ano. Você deve fornecer um número
de cartão de crédito e fazer um depósito em dinheiro. É
aconselhável acrescentar a cobertura de Dispensa de Indenização por
Colisão (CDW) e de Assistência Pessoal (PAI) além da cobertura
básica de terceiros. Empresas que não oferecem a CDW devem ser
evitadas.
Metrô
Linha A (Termini) 06 487 4309. Aberto 2ª, 4ª e 6ª, 9h30-12h30.
Linha B (Piramide) 06 5753 2265. Aberto 2ª a 6ª, 9h-18h.
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